Cuiabá, 31 de outubro de 2006. Numa uma área de 112,8 mil metros quadrados, dos quais 13,6 mil metros construídos, no Distrito Industrial, a cidade ganha uma planta da Rexam PLC – maior fabricante mundial de latinhas para bebidas. Cuiabá 4 de julho de 2018, operando sob a bandeira da Ball Corporation que a comprou há dois anos, por 4,4 bilhões de libras (cerca de US$ 6,8 bilhões), num negócio que também envolveu ações essa fábrica baixa as portas. O que se esconde por trás da decisão de botar fim à atividade em Mato Grosso?

A resposta é simples:a política de caça às bruxas (ou supostas bruxas) do governo de Pedro Taques contra o setor empresarial, sob o argumento de que é necessário tirar o enquadramento das empresas para obtenção do incentivo, uma vez que o governo estaria enfrentando problemas de caixa.

Essa caçada não permitiu que a Ball renovasse o incentivo fiscal que recebia por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) executado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). O prazo de vigência do incentivo encerrou-se em 31 de dezembro de 2016 e desde então a empresa negociava sua renovação com a Sedec e a Secretaria de Fazenda, o que não foi possível.

Com o fechamento o mercado de trabalho sofreu baque em Cuiabá. A Ball gerava cerca de 90 empregos direitos e 310 indiretos. Ou seja, cerca de 400 trabalhadores foram atingidos diretamente. Além disso, a indústria de bebidas perde um estratégico fornecedores de latinhas e terá que buscar o produto fora de Mato Grosso. A Renosa, que fabrica Coca Cola em Várzea Grande e a Cervejaria Petrópolis, em Rondonópolis, eram os principais clientes da indústria ora entregue às moscas.

Em nota a Associação dos Empresários do Distrito Industrial lamentou o fechamento. A Federação das Indústrias (Fiemt) permanece calada. O governo de Mato Grosso não comentou o fato.

Eduardo Gomes/boamidia

Foto: Divulgação Ball

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