STJ nega pedido e mantém prisão de Paulo Taques

O ministro da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Ribeiro Dantas, não concedeu a medida liminar pleiteada pela defesa do ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, que buscava a revogação da decisão que determinou a prisão preventiva na Operação Esdras. O habeas corpus foi impetrado nesta terça (3), pelos advogados Pedro Correa Pertence e Claudio Demczuck de Alencar, que atuam em Brasília, e a decisão foi proferida hoje (6), por volta das 10h30 (horário local).

Ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques sofreu derrota no STJ com pedido de soltura
“Não concedida a medida liminar de Paulo Cesar Zamar Taques, solicitadas informações e determinada vista dos autos ao MPF”, diz trecho da decisão, cuja íntegra está prevista para ser publicada na próxima terça (10). Paulo Taques foi preso no último dia 27, data em que a operação foi deflagrada, por determinação do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça.

Esta é a segunda prisão preventiva do ex-chefe da Casa Civil, em decorrência da chamada “Grampolândia Pantaneira”. Em 4 de agosto deste ano, também por determinação de Perri, Paulo foi encaminhado para o Centro de Custódia de Cuiabá, onde passou seis dias. A soltura ocorreu no dia 11 do mesmo mês, por determinação do ministro do STJ Reynaldo Soares da Fonseca.

Paulo foi apontado como suposto mandante da interceptação telefônica ilegal feita contra a ex-amante Tatiane Sangalli. A reportagem procurou a assessoria do ex-secretário, que informou que até o momento não tem posicionamento sobre a não concessão da medida liminar.

Operação Esdras

A operação culminou na prisão de oito pessoas por suposta participação na organização criminosa que teriam realizado esquema de interceptações ilegais. São eles: o delegado Rogers Jarbas, secretário estadual de Segurança Pública afastado; o coronel Airton Siqueira, secretário de Justiça e Direitos Humanos; o coronel Evandro Lesco, ex-chefe da Casa Militar e sua esposa Helen Christy; além do advogado Paulo Taques, ex-chefe da Casa Civil; o sargento João Ricardo Soler; o empresário José Marilson; e o major Michel Ferronato, do setor de Inteligência da Sesp, que se apresentou no dia seguinte a operação.

José Marilson foi solto pelo desembargador após se comprometer a ajudar nas investigações. Airton Siqueira teve o pedido de soltura negado pelo Ribeiro Dantas. Além das prisões, com a autorização de Perri, os policiais também cumpriram um mandado de fixação de medidas restritivas, um de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão.

Fonte: RD News