Vereadores do médio norte iniciam movimento Pro Ferrovia da Integração

Os vereadores da cidade de Nova Ubiratã iniciaram esta semana um movimento para unir os 16 municípios localizados no eixo de influência da BR 163 e que poderiam ser diretamente beneficiados com a efetivação do projeto da Ferrovia de Integração do Centro Oeste, que ficou conhecida como FICO durante o auge de sua apresentação em 2014. Contudo, o projeto esfriou e outras rotas alternativas para uma ferrovia ligando Mato Grosso aos portos da região norte do país foram apresentadas.

Na última segunda-feira, o grupo de vereadores liderado pelo presidente da Câmara de Nova Ubiratã, Eder Sais Machado, visitou o Poder Legislativo luverdense e participou da sessão ordinária. O presidente teve a oportunidade de falar sobre a proposta de unir forças para chamar a atenção das autoridades para que o projeto saia definitivamente do papel. Sais Machado lembrou que há recursos de R$ 20 bilhões liberados para esse tipo de transporte. “Era uma conquista que estava praticamente certa, mas já fizeram reuniões aqui na 163 e pode ser que a gente perca essa ferrovia, que é um projeto público-privado”, destacou o vereador da cidade vizinha, que propôs uma integração com o legislativo luverdense para fazer visitas aos municípios e expor a preocupação em assegurar que a região seja beneficiada.

Com a união, os municípios teriam mais força junto aos representantes do Congresso Nacional e do Governo Federal. “Vamos abraçar essa causa. São 16 municípios, que venhamos a lutar e conseguir esse benefício”, desafia Sais Machado, propondo uma audiência pública num dos municípios envolvidos para discutir o projeto.

O presidente da Câmara de Lucas do Rio Verde concorda com a união em torno da implantação da ferrovia. Jiloir Pelicioli, o Mano, diz que os 16 municípios têm uma representatividade expressiva e que deve ser levado em consideração pelas autoridades estaduais e federais. “Há recursos disponíveis para essa obra e nós precisamos unir forças entre todos nós num único objetivo, que saia do papel, saia da conversa, até porque no passado já foi feito todo o trabalho elaboratório e de sondagem, que é da parte de solo”, observou Mano, que acompanhou esse levantamento entre os municípios de Gaúcha a Santiago do Norte. “Vamos construir uma agenda a partir de semana que vem, escolher um município dentro da logística pra formatar uma agenda de trabalho, que seja o único objetivo de sensibilizar nossos deputados, senadores e o governo federal, além do ministro Blairo Maggi, e nossas forças políticas do Estado, para que só assim a gente consiga ganhar força pra que a obra aconteça”.